
Neste 25 de junho de 2025 é assinalado o Dia Internacional do Marinheiro com um apelo urgente para a proteção da categoria profissional que, de forma silenciosa, impede o colapso da economia mundial mesmo sob o risco constante de morte.
A mensagem do secretário-geral, António Guterres, realça que 90% de todos os bens e mercadorias do planeta chegam aos destinos por mar, desde alimentos abastecendo os supermercados até medicamentos essenciais e combustíveis.
Alimentos, medicamentos essenciais e combustíveis
Os profissionais por trás dessa componente essencial tornaram-se os alvos mais vulneráveis da geopolítica moderna. Um dos exemplos é o preço da instabilidade internacional que tem sido pago por aqueles que trabalham nos conveses.
Celebrações promovem ainda a execução rigorosa das normas laborais internacionais, além do respeito ao direito internacional de navegação
Eventos recentes no Estreito de Ormuz ilustram a grave situação, ao deixar dezenas de milhares de trabalhadores marítimos encalhados e isolados em zonas de conflito, longe das famílias para garantir que continue abastecido o resto do mundo.
Guterres destaca que os marinheiros nunca devem ser vítimas de conflitos geopolíticos, atribuindo aos governos e à indústria naval a responsabilidade inadiável em garantir que estes profissionais permaneçam em segurança.
Importância das rotas marítimas
A declaração enfatiza que quem vive em terra firme é muitas vezes “cego para o mar” ignorando a grande importância dessas rotas até que o desabastecimento ou uma crise humanitária bata à porta.
Sob o lema “Transportando o Comércio Mundial. Assumindo os Riscos”, este ano a data lança luz sobre as privações, a pressão psicológica e os perigos extremos enfrentados por esses tripulantes em áreas afetadas por guerras e pirataria.
Para além das homenagens, a data é um chamado à ação para que governos e empresas do setor assumam compromissos práticos como garantia de segurança máxima em zonas de alto risco.
Alerta global neste ano destaca a vulnerabilidade dos trabalhadores marítimos fazendo funcionar a economia mundial
As celebrações promovem ainda a execução rigorosa das normas laborais internacionais, além do respeito ao direito internacional de navegação e proteção humanitária.
A data pretende reconhecer o sacrifício que mantém os portos abertos e as nações abastecidas, sendo que apoiar esses profissionais não é apenas uma questão de direitos trabalhistas, mas de sobrevivência global.
Nas redes sociais, o propósito ganha força com o movimento de conscientização através da hashtag #DayoftheSeafarer.




