
Descrição do texto fornecida pelos arquitetos. Perto da Aroeira, onde a brisa atlântica tempera o pinhal e a baixa densidade preserva o sossego, esta habitação surge da vontade dos clientes por um ambiente privado, simples e requintado — uma casa discreta que não se impõe ao acto de habitar, mas que o nutre. Um retiro da agitação da vida citadina que outrora conheceram, capaz de abraçar um ritmo mais calmo e lento. Enraizado numa ideia partilhada pelo casal, o projecto assume a forma de uma reinterpretação contemporânea da casa-pátio mediterrânica e islâmica: um conjunto introvertido de espaços que se abrem para dentro, articulados através de pátios que regulam a luz, o ar e a temperatura, tecendo um diálogo intrínseco entre interior e exterior – não através de limites rígidos, mas através de limiares subtis.






