
A magia da arquitetura indiana reside numa ordem invisível em meio ao caos visceral. Quando um futuro incerto bate às portas dos profissionais locais, podemos começar a olhar para dentro das quatro paredes que ocupam para descobrir uma oportunidade de reinterpretação.
Mumbai, Delhi, Bengaluru e outras grandes metrópoles são descritas como necessitando de soluções habitacionais massivas para milhões de pessoas. A resposta instintiva é previsível: planos diretores, torres densas e unidades padronizadas espalhadas por desenvolvimentos aleatórios. O léxico deixa escapar uma verdade mais profunda sobre como as pessoas já viver, trabalhar e construir na Índia. A abreviatura usada na política e no planeamento – bairros degradados, assentamentos informais, colónias não autorizadas – implica um estado temporário a ser corrigido. O olhar de um designer vê esses lugares como histórias urbanas em camadas, formadas por necessidade.




