De 7 de março a 31 de maio de 2026, arquiteto brasileiro Eduardo Longo’s Casa Bola será aberto ao público pela primeira vez. A casa futurista em forma de bola em São Paulo será sede de uma das duas partes da exposição ABERTO5, ao lado de um projeto na Faria Lima, importante avenida do centro da cidade que abriga marcos de arquitetos como Ruy Ohtake e Isay Weinfeld. Fundada em 2022, a ABERTO é uma plataforma expositiva que promove o encontro entre arquitetura, arte e design no Brasil e internacionalmente. Depois sua primeira exposição internacional na Maison La Roche em ParisABERTO retorna a São Paulo para sua quinta edição, apresentando mais de 60 peças de arte e design de 50 artistas brasileiros e internacionais. Segundo o arquiteto e curador Fernando SerapiãoCasa Bola representa uma das obras mais radicais da Arquitetura brasileiradesafiando o espaço doméstico convencional e refletindo a visão experimental de Eduardo Longo para a habitação.

Casa de baile foi construído à mão por Eduardo Longo entre 1974 e 1979. A casa é um protótipo de sua visão utópica de habitação esférica e parte das experiências arquitetônicas radicais empreendidas no Brasil durante o século XX. Ainda habitado pelo arquitecto desde a sua conclusão, o edifício permanece pouco conhecido e é quase imperceptível no seu interior. São Paulo’s urban landscape. Suspensa sobre a laje da cobertura de sua residência no bairro Itaim Bibi, subprefeitura de Pinheiros, a estrutura esférica de oito metros de diâmetro foge dos paradigmas habitacionais tradicionais. Construída inteiramente à mão com ferrocimento moldado sobre uma complexa malha de tubos de aço reciclado, a estrutura contínua integra paredes, móveis embutidos, luminárias e até elementos sanitários em um interior orgânico. A casa marcou o afastamento do arquiteto da geometria angular em favor da esfera como sistema construtivo durante a década de 1970. Este vocabulário altamente experimental contrastava com a transparência e o racionalismo estrutural que caracterizaram grande parte do Arquitetura modernista brasileira no momento.

Em linha com a sua missão, a ABERTO procura reativar obras arquitetónicas de importância histórica, muitas vezes residências privadas normalmente não acessíveis ao público, transformando-as em plataformas de arte e design. Artistas e designers são convidados a produzir novos trabalhos em resposta à arquitetura, em colaboração com galerias. ABERTO5 propõe posicionar Casa de baile como cenário de experimentação artística e novas interpretações espaciais. A estrutura curatorial desta edição, liderada por Filipe Assis, Claudia Moreira Salles e Kiki Mazzucchelli, é moldada pelo próprio edifício. Abrangendo os 1.000 m² da Casa Bola em três andares, o terraço e a casa esférica, a exposição apresenta mais de 60 peças de arte e design de 50 artistas brasileiros e internacionais. Muitas das obras contemporâneas foram concebidas em diálogo com o caráter radical da Casa Bola como uma “escultura habitável”. Complementando estas encomendas está uma seleção de projetos, esboços e materiais de arquivo que traçam a prática de Eduardo Longo ao longo das décadas, com curadoria de Fernando Serapião.
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Desde pintura e escultura até instalação, as novas encomendas respondem às qualidades espaciais da casa. Os visitantes são recebidos por uma cortina de alumínio com moldura recortada em aço revestido de Daniel Steegmann Mangrané. Explorando o contraste entre o artificial e o orgânico, a exposição também inclui esculturas de Sarah Lucas, Erika Verzutti e Iole de Freitas. Pinturas multimídia de Laís Amaral, Paloma Bosquê e Tatiana Chalhoub se envolvem com as curvas e ângulos do edifício, enquanto obras de Luisa Matsushita, Sandra Cinto e Maria Klabin interagem com seu esquema de cores. Instalações suspensas de Tomás Saraceno, Laura Lima e Leonor Antunes examinam temas espaciais e ecológicos através de estruturas e materiais naturais.

Esta edição dá continuidade ao envolvimento da ABERTO com Arquitetura moderna brasileira. A edição inaugural em 2022 aconteceu na única residência particular de São Paulo projetada por Óscar Niemeyerapoiado pela Fundação Oscar Niemeyer, e contou com móveis desenhados por Niemeyer com sua filha, Anna Maria. Em 2023, a segunda edição foi realizada na casa de Vilanova Artigasfigura-chave da Escola Paulista. A terceira edição em 2024 centrou-se nos legados artísticos e arquitectónicos de Tomie Ohtake e Chu Ming Silveiraabrindo ao público pela primeira vez suas respectivas casas modernistas. Em 2025, a ABERTO realizou sua primeira edição internacional na Maison La Roche de Le Corbusier em Parisapresentando 40 obras de artistas brasileiros e examinando a relação do arquiteto com a arquitetura modernista no Brasil.


Outros anúncios de exposições recentes incluem a terceira edição da Bienal de Arte Contemporânea de Diriyahem exibição até 2 de maio de 2026, em Riad, Arábia Saudita. Prática baseada em Berlim sauerbruch hutton inaugurou recentemente matière en résonance (“matéria ressonante”), apresentando modelos e fotografias relacionadas à sua exploração madeireira. Além disso, dois projetos de museu foram anunciados recentemente: Níall McLaughlin Architects venceu o concurso internacional para o Museu do Batismo de Jesus em Betânia, na Jordâniae Sordo Madaleno, em colaboração com o atelier de arquitecto e Buro Happold, foi selecionado para projetar o Novo Centro de Coleções de Debrecen, de 43.000 metros quadrados, para o Museu Húngaro de História Natural.





