Em climas temperados e frios, a arquitetura normalmente começa com um gesto defensivo. O envolvente do edifício é um limite selado projetado para resistir ao ambiente externo através de isolamento, barreiras de vapor e controle mecânico. Em países frios como Canadáonde as temperaturas do inverno podem cair bem abaixo de zero, a estanqueidade não é um luxo. Neste contexto, os edifícios devem resistir inteiramente ao ambiente exterior para manter o conforto interior. No entanto, em América Centraluma região que abrange Belize para Panamáa lógica arquitetônica muda da exclusão para a negociação. Nesta região, o envelope não é uma parede de defesa, mas um filtro especializado.
O principal motivador dessa mudança é a estabilidade térmica. Em cidades de terras baixas como Panamá Cidade ou Manáguaas temperaturas médias mensais oscilam estreitamente entre 23°C e 35°C. Nas regiões montanhosas, como Tegucigalpa ou Cidade da Guatemalaa faixa fica entre 15°C e 30°C. Essa consistência elimina a necessidade de amortecer oscilações térmicas extremas ou sobreviver a temperaturas congelantes potencialmente fatais. Não há inverno prolongado a que resistir, nem flutuações dramáticas a mitigar, e o clima é persistentemente quente.






