À medida que a arquitectura vai além do design centrado no ser humano, novas práticas estão a repensar a coexistência como um quadro ético e ecológico. Das infra-estruturas políticas aos habitats, estas abordagens convidam-nos imaginar a arquitetura como um sistema de vida compartilhado.
A arquitetura moderna tem sido escrita através de lentes antropocêntricas, colocando o humano no seu centro e tornando outras espécies invisíveis. No entanto, este paradigma continua a mudar, à medida que arquitectos e investigadores redefinem o papel do design em mundos mais do que humanos. Estúdios como Escritório de Inovação Política, Estúdio Obsidianae Husos Arquitetos estão questionando narrativas centradas no ser humano e reformulando o design como uma prática compartilhada entre espécies. Neste contexto, a arquitetura não é mais uma ferramenta de controle, mas um meio de coexistência, uma disciplina que faz a mediação entre espécies, ambientes e culturas.






