Este artigo faz parte do nosso novo Opinião seção, um formato para ensaios baseados em argumentos sobre questões críticas que moldam nosso campo.
Quem projeta arquitetura hoje? Num cenário profissional cada vez mais definido por fluxos de trabalho colaborativos, software generativo e equipas distribuídas, a figura do arquitecto como autor criativo singular parece ao mesmo tempo anacrónica e inadequada. Este artigo defende que a autoria arquitetônica não é mais um ato individual, mas uma coletivo e condição distribuída moldada por instituições, tecnologias e formas partilhadas de trabalho. A transição do individual para o coletivo autoria não é simplesmente uma consequência de escritórios maiores ou de ferramentas digitais; sinaliza uma mudança estrutural mais profunda na forma como a arquitetura é produzida, comunicada e validada.






