Ao colocar uma casa no seu terreno, um dos primeiros passos é reconhecer o território que o rodeia, identificando seus potenciais e tensões. Neste processo, inevitavelmente selecionamos, cortamos, ocultamos ou melhorar certas visualizações, moldar a experiência arquitetônica de acordo com as sensações que desejamos fomentar.
Estabelece-se assim uma hierarquia visual, orientando o olhar e determinando o que deve ser visto, de que forma e com que intensidade emocional, definindo como o utilizador interpreta o ambiente. Neste contexto, a estratégia de design vai além da escolha estética e passa a operar como uma construção do experiência fenomenológica do espaço. Ao selecionar um fragmento especÃfico do horizonte através de uma abertura controlada, ou ao dissolver os limites entre o interior e o exterior com grandes planos envidraçados, a arquitetura começa a funcionar como uma lente. Pode enfatizar a pequenez da escala humana em relação à vastidão do território ou, pelo contrário, domesticar a natureza, incorporando-a na vida quotidiana.






