Crítica do filme Super Mario Galaxy: mais do que uma aventura, é sobre quem eles se tornam


Sempre há um desafio quando se trata de sequências – especialmente quando o primeiro filme é baseado em nostalgia, energia e familiaridade. A questão é: você repete o que funcionou ou tenta ir mais fundo? O filme Super Mario Galaxy, dirigido por Aaron Horvath e Michael Jelenice escrito por Mateus Fogelescolhe o segundo caminho. Baseado no icônico universo Mario de Nintendoeste filme expande não apenas o mundo – mas as pessoas dentro dele.

E embora ainda entregue tudo o que você espera desse universo, o que mais me surpreendeu é o quanto ele realmente foca nos personagens.

Desta vez, não se trata apenas de aventura. É sobre quem são esses personagens quando não estão pulando, correndo ou lutando.

Antes de entrar nisso, o elenco de vozes merece destaque porque realmente carrega o peso emocional da história. Chris Pratt traz uma versão mais fundamentada e levemente pressionada de Mario, enquanto Dia de Charlie dá a Luigi aquele equilíbrio perfeito entre medo e coração. Anya Taylor-Joy continua a elevar a Princesa Peach com uma presença calma, mas imponente, e Jack Preto mais uma vez torna Bowser divertido e com camadas inesperadas.

Ao mesmo tempo, o elenco de apoio expande o mundo de maneiras significativas. Chave Keegan-Michael como Toad traz energia, Benny Safdie adiciona uma dimensão interessante a Bowser Jr., e Donald Glover já que Yoshi dá charme e calor ao personagem. A inclusão de Glen Powell como Fox McCloud é inesperado, mas se encaixa no universo em expansão, enquanto Brie Larson já que a Princesa Rosalina adiciona uma camada mais emocional, quase cósmica, à história.

Então você tem Luis Guzmán como verruga, Isa Rae como a Rainha do Mel, e Kevin Michael Richardson como Kamek – todos os quais ajudam a fazer o mundo parecer maior sem perder o foco nos personagens principais.

Mario não é mais apenas o cara que aparece e salva o dia. Há uma certa pressão que o segue agora. As pessoas esperam que ele seja esse herói todas as vezes. E o que gostei é que o filme não ignora isso. Há momentos em que você sente esse peso sobre ele. Ele ainda segue em frente, ainda acredita em si mesmo, mas não é mais fácil. Parece mais real, mais fundamentado.

Luigi, por outro lado, torna-se o centro emocional da história. Ele ainda está com medo. Isso não muda. Mas o que muda é como ele lida com isso. O filme não o transforma em alguém que ele não é – permite que ele cresça enquanto permanece fiel a quem ele é. E honestamente, aqueles momentos em que ele escolhe agir apesar do medo… esses são alguns dos mais fortes do filme.

Princesa Peach continua se destacando, mas de uma forma diferente. Ela não está mais tentando provar nada. Ela lidera. E liderança aqui não se trata apenas de ser forte – trata-se de tomar decisões, assumir responsabilidades e, às vezes, ficar sozinho com essas escolhas. O filme dá a ela esse espaço e funciona.

A presença da Princesa Rosalina é onde o filme se eleva silenciosamente. Como irmã há muito perdida de Peach, sua introdução não trata apenas de expandir o universo – trata-se de expandir Peach. Rosalina carrega um tipo diferente de energia – mais reflexiva, mais distante, moldada pela sua conexão com a própria galáxia. No início ela se sente quase separada de tudo, mas essa distância é intencional.

O que funciona tão bem é como seus arcos se espelham. Peach representa liderança fundamentada – responsabilidade ligada a um reino. Rosalina representa algo mais interno – identidade moldada pelo isolamento e propósito além de um único mundo. A conexão deles não é barulhenta ou dramática, mas é significativa. Rosalina começa a se reconectar com algo pessoal, enquanto Peach é lembrada de que liderança nem sempre significa ter que carregar tudo sozinha. É uma dinâmica sutil, mas poderosa, que adiciona peso emocional a ambos os personagens.

E então há Bowser. Ainda exagerado, ainda divertido, mas desta vez há algo mais em camadas por baixo disso. O filme mostra silenciosamente quanta voz Bowser realmente tem – não apenas como vilão, mas como alguém capaz de presença, até mesmo de contenção, até mesmo de algo próximo de cuidado. Mas esse lado dele é constantemente ofuscado pela necessidade de corresponder às expectativas do filho. Essa pressão molda as suas escolhas, empurra-o ainda mais para quem ele pensa que tem de ser, em vez de quem ele poderia ser. É um ângulo sutil, mas acrescenta peso ao seu personagem de uma forma que o torna mais do que apenas uma ameaça.

O que mais gostei é que o filme fica mais lento quando necessário. Não depende apenas de ação ou recursos visuais. Permite momentos para respirar. E são esses momentos que ficam com você depois.

Ao mesmo tempo, nunca esquece o que é. Ainda é divertido. Ainda tem aquela energia, aquela cor, aquele senso de aventura. Mas agora, também tem algo mais por trás disso. Esta não é apenas uma sequência maior. É mais atencioso.

Avaliação: 4/5

Um filme que não apenas expande o universo – ele aprofunda os personagens dentro dele.



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