Num volume fino e com capa com bordas amarelas, publicado recentemente pelo selo portuense Circo de Ideiaso arquiteto Paulo Martins Barata (sócio-fundador da Promontório) faz uma afirmação enganosamente ousada de que a arquitetura produzida em Europa desde a Grande Recessão não pertence a nenhum dos dois campos que estruturaram o debate disciplinar mais feroz do século XX.
A linguagem da arquitetura metamoderna toma emprestado seu título, com evidente ironia, de Charles Jencks’ 1977 A linguagem da arquitetura pós-moderna, o livro que declarou a arquitetura moderna morta às 15h32 de 15 de julho de 1972, com o demolição de Pruitt-Igoe. Sua aposta é que outra morte, nunca oficialmente certificada, ocorreu por volta de 2008, e que a arquitetura tem vivido, em grande parte inconsciente, no que cresceu ao redor do túmulo.






